Skyracing, algum dia teria de ser..

Já andava com a pulga atrás da orelha em relação a isto do skyracing há muito tempo, e influenciado pelas imagens que o Killian coloca no instagram resolvi arriscar e ver do que se tratava. Correr no céu e poder voltar à terra é algo que sempre me fascinou, hoje foi dia de tornar isto real.

A corrida escolhida foi a da Peninha, embora eu seja de perto nunca vou treinar para Sintra e ainda bem que assim é pois não sofro de antecipação.

A corrida arrancou logo com uma rampa com 25% de inclinação por isso alguns skyracers começaram logo de bastões em punho raivosamente e prestes a tirar um olho a quem vem atrás para conseguirem atravessar os 17km ou 27km que têm pela frente. Eu como tinha um almoço de família fui aos 17km.

Nessa primeira subida sentiu-se logo a inquietação dos skyracers. Havia um grupo a perguntar se os 1000D+ e 1800D+ eram todos de uma vez ou faseados. Acho que com a altitude a malta alucina. Felizmente o turres trail team não andou com caterpílares de véspera a mover terras para tornar Sintra na montanha mais alta de Portugal Continental.

Ao fim de 3km de prova passámos por um ponto que tinha uma poça no chão impossível de contornar o que condicionou logo a minha Skyrace. Tive de por as sapatilhas na água e ficaram todas molhadas(!).

Eu gosto destas provas porque sou ultrapassado com frequência por skyracers mais esforçados, mas depois há sempre uma subida e um trilho mais apertado que forma grandes engarrafamentos e todos os skyracers que me ultrapassam estão ali novamente a 5 metros de distância à espera de vez.

Como não conheço os trilhos de Sintra não sei bem por onde andámos, mas a volta era tão grande que de certeza que fizemos a subida dos ananases e o yokozuna e isso tudo que muitos de vocês conhecem.

Na 2ª metade da prova numa altura que já ía bastante cansado consegui ultrapassar um atleta com t-shirt de algodão o que me deu animo para o resto da prova. Até atletas com Hoka One one Speedgoat eu passei depois.

Chegado à peninha foi arrancar por ali abaixo e tentar dar tudo pois já se via a estrada.. mas não! Chegados lá abaixo a organização tinha inventado uma última subida. Numa zona florida e com restos dos incêndios do ano passado. Todos os skyracers calaram-se e subiam um bocado e paravam com as mãos nos quadricípedes e a cabeça ao nível da cintura. Creio que era o velório daquelas arvores todas dai as suas caras de dor e o ritmo a que se subia.

Volvida a última subida agora sim correr para a meta.

A prova curta foi ganha pelo Pedro Gomes e a longa pelo Vitor cordeiro de EDV-VianaTrail que ultrapassou na chegada à meta o Ricardo Silva que ficou a apertar as sapatilhas e a ver se tinha recebido alguma sms. Nas senhoras ganhou Patricia Scorzelli a prova curva e Rita Teixeira a longa.

Se calhar tenho de pensar ir para outra modalidade que nesta também não ganhei e isso desanima-me um bocado. Não me divirto quando não ganho.